domingo, 11 de dezembro de 2011

Por que eu não leio mais livros como esse?

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em 27 de outubro de 1892, em Quebrângulo, Alagoas. Criado na Fazenda Pintadinho, no sertão de Pernambuco, aos sete anos de idade ingressou no internato Alagoano, em Viçosa, e ali publicou sua primeira obra: o conto "Pequeno pedinte", no jornalzinho “O Dilúculo”. Depois de muito esforço e construção de muitos livros (até na cadeia) escreveu no final da década de 30, “A terra dos meninos pelados”, obra escrita exclusivamente para crianças, que recebeu o Prêmio de Literatura Infantil, concedido pelo Ministério da Educação, em 1937.

Depois de muito sucesso com livros voltados para o público adulto, Graciliano nos surpreendeu com essa obra que ele quis fazer mais diferente, mais infantil. Fez-me pensar se ele escreveu esse livro para alguma criança amiga que passava por um problema semelhante ao que tratava no livro.

Como a animação “For the birds”, já resenhada, eu continuo afirmando que ser diferente é interessante, e que se procurarmos nas horas mais difíceis, encontraremos alguém parecido conosco, com as características que mais nos rebaixam.

O que mais chamou minha atenção foi que o texto é mais diálogo entre os personagens e a história ainda fica incrível!Só gostaria de saber mais como a Caralâmpia reapareceu, mas em geral, a história é maravilhosa!

O texto se resume em um menino que é mal tratado pelas crianças de sua cidade por ser diferente: ter um olho preto, outro azul e ser careca. Um dia, num momento de tristeza pelos xingamentos que ouvia, “viajou” para um mundo onde todos tinham um olho preto e outro azul, mas tinham outras características para serem diferentes um dos outros. Afinal, como seria o mundo de todo mundo igual?

Ele faz amizade com as melhores pessoas que já conheceu e, agora tem certeza da resposta da pergunta: o mundo seria muito chato se todos fossem iguais. Ser diferente é um barato! Lamentando, ele precisa voltar para sua cidade, dando adeus àquele maravilhoso lugar. Mas prometendo que voltaria com as respostas das perguntas que surgiram e que nunca se esqueceria de lá.

Demonstra uma orientação que será seguida ao longo da vida: respeitar as diferenças; eu indicaria às escolas para uma atividade como a produção de uma resenha ou encenação nas aulas de teatro, por exemplo.

Eu recomendo não só a pessoas se sofrem desse tipo de problema, não só as pessoas que executam esses xingamentos, eu recomendo aos adultos, crianças, adolescentes e idosos, porque não é só um livro que trata de desrespeito, é uma literatura que quando você lê, te faz pensar: Por que eu não leio mais livros como esse?

Gabriela Melo

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