quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

4042 dias


Me chamo Matheus Magno Rigaard Agostinho, nasci a 4042 dias atrás, no dia quatro de novembro de 1999 as 8:50 PM no Recife, mas creio que isso não vem ao caso. Não venho de família rica e tudo mais, porém desde que me entendo por gente minha mãe sempre fez o possível por mim e por isso não reclamo de nada.
Quando pequeno eu reconheço que era “treloso” e desde bebê eu era “meio” inquieto. Vivi sempre em Paulista mesmo tendo nascido no Recife.
Não lembro direito, mas meus parentes sempre contam algumas das peripécias de quando eu era bebê, como por exemplo o dia que fugi no shopping e o dia que quase pulei da cama da minha avó (que era alta) com o intuito de descer, fato que quase me rendeu alguns bons pontos na cabeça, quem me impediu foi minha avó que me segurou pelo tornozelo.
Entrei na escola aos 2 anos, o nome dela era CCI, mas aos 3 troquei de colégio e fui para o São Bento onde estudei até a 4ª série.
Sempre tive muitos amigos e me considero uma pessoa sociável, mas o meu melhor amigo até hoje era meu tio Edílson, que eu gostava de chamar de “tio Dilcinho”. Porém no dia 15/07/2003, eu perdi o meu melhor amigo. No início eu só fiquei meio tristonho e perguntava sempre se ele ia voltar, mas, com o passar dos anos, eu fui me conformando, porém nunca o esqueci.
Com 8 anos eu comecei a fazer um curso preparatório para fazer as provas do Colégio de Aplicação. Passei dois anos no curso, os dois piores anos da minha vida porque eu chegava do colégio as 1:10 da tarde e tinha que tomar banho, almoçar, escovar os dentes, trocar de roupa e partir para o curso, tudo isso em 50 minutos. Quando chegava em casa, às 4:30 da tarde, já cansado e sem a mínima vontade de olhar para um caderno, eu ainda tinha que fazer as tarefas do curso e do colégio e depois dormir cedo para no outro dia estar acordado às 5:20 da manhã.
Contudo foi proveitoso, pois se não fosse o curso eu não teria passado no Colégio de Aplicação, que foi um das melhores coisas que me aconteceram.
Estou bastante feliz de ter passado a estudar aqui não só pelo fato do ensino, mas também pelo fato de ter encontrado novos amigos e professores maravilhosos. Para completar este ano meu pai voltou para o Brasil e tem sido muito divertido conhecê-lo melhor mesmo depois de tantos anos longe.
Tenho quase certeza que não coloquei tudo sobre minha vida neste papel, pois até a mesmo a memória de uma criança pode ser falha. Mas tenho certeza de uma coisa, que muitos outros dias virão, e muito mais do que 4042 dias.

Matheus Magno Rigaard Agostinho.

3 comentários:

  1. amei o jeito que ele escreveu, poxa que demais.

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  2. Né, gostei muito mesmo da sua autobiografia, Magno! Ficou muito legal mesmo o jeito que você escreveu o texto... e principalmente o último parágrafo :)

    Bjs,

    Jéssica.

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  3. De acordo! Além disso, o título é bastante atrativo! =D

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